PDT pode ficar nanico e sem deputados enquanto Ciro Gomes negocia volta ao PSDB e amplia insurreição interna

Fortaleza, CE – A articulação do ex-ministro Ciro Gomes para retornar ao PSDB com o intuito de disputar o Governo do Ceará em 2026 reacende graves tensões dentro do PDT e acende o alerta para um quadro crítico: o partido corre risco de se tornar nanico, esvaziado e praticamente sem representação parlamentar.

Ciro negocia retorno ao PSDB, desencadeando debandada

Após 28 anos de críticas contundentes ao PSDB, Ciro começou a traçar rotas para seu retorno à legenda histórica, articulando também com o União Brasil para fortalecer sua candidatura estadual reddit.com+12brasil247.com+12reddit.com+12. A possibilidade tem apoio de lideranças tucanas locais, como o ex-senador Tasso Jereissati, que busca consolidar uma aliança PSDB‑Podemos e viu em Ciro uma figura estratégica.

Aproximação com a direita intensifica crise no partido

A movimentação de Ciro em direção aos bolsonaristas — incluindo encontros com lideranças do PL e elogios públicos de André Fernandes — aprofunda as divisões internas. A ala do PDT que se identifica com o grupo “cirista” tende a seguir o ex-ministro rumo à direita noticias.uol.com.br+4infomoney.com.br+4diario.dopovo.com.br+4. No Ceará, a fluidez dessa migração já impulsiona uma debandada: o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, aliado de Ciro, já formalizou sua saída e anunciou filiação ao União Brasil .

PDT corre o risco de sumir da cena política

Com sucessivas deserções — primeiro Cid Gomes, depois Roberto Cláudio e agora o círculo próximo a Ciro — o PDT vê seu núcleo político desmoronar. No Ceará, a legenda pode chegar a 2026 “nanica e sem deputados”, sem força política local e sem capacidade de lançar candidaturas competitivas diario.dopovo.com.br+1brasil247.com+1. O risco de “partido de aluguel” ganha força, enfraquecendo seu próprio projeto nacional e forçando a procura de federações ou coligações para escapar da cláusula de barreira.

Tensão familiar e institucional

A ruptura familiar agrava a situação partidária: o senador Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro, rejeita frontalmente essa reaproximação com forças bolsonaristas, classificando-a como “constrangedora” pt.wikipedia.org+15noticias.uol.com.br+15brasil247.com+15. O diagnóstico político é claro: se Ciro for adiante com a migração, o PDT pode não sobreviver como força federal relevante.

O que está por vir

Resta saber se Ciro formalizará mesmo seu retorno ao PSDB ou União Brasil, e se o movimento desencadeará adesões em massa. O PDT, por sua vez, poderá se reestruturar em federação ou parte da Rede, PSB, Solidariedade ou PSDB nas bancadas estaduais — mas isso não apagará o risco iminente de extinção funcional em estados como o Ceará. O partido poderá sair de 2026 irreconhecível, sem base territorial nem deputados para representá-lo.


Resumo: A articulação de Ciro Gomes para retornar ao PSDB e disputar o Governo do Ceará ameaça esvaziar o PDT, já fragilizado pela saída de Cid Gomes, Roberto Cláudio e outros aliados. Se confirmada a debandada, a sigla corre sério risco de chegar às eleições de 2026 “nanica e sem deputados”, perdendo força local e nacional.

Narrativa em evolução: acompanhe os desdobramentos nos próximos meses sobre filiações, candidaturas e reconfiguração partidária.

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