André Neves, ex presidente do PDT, segue filiado no partido democrático trabalhista, porém recebeu convites de 5 partidos feitos por lideranças locais.
A decisão de última hora do Presidente Carlos Lupi dando a candidatura a prefeito ao professor Xaides, criou um mal estar na legenda sem precedentes, pois havia um trabalho de construção de Neves alinhado ao grupo que apoiava a candidata Chiara Ranieri.
Neves entendia que se tratava do grupo e da candidatura mais forte e viável para oxigenar a disputa e levar as eleições para o segundo turno.
“O PDT fez uma campanha fraca e por pouco não elege nenhum vereador, mesmo com um fundo eleitoral jamais disponibilizado à Bauru”, afirma o ex dirigente.
O impasse na legenda é agravado pela letargia pós eleição, e um trabalho de pouca amplitude política realizado pelo prof. Xaides, limitado à reuniões em Tibiriçá e debates sobre Plano Diretor.
“A falta de visão política, jurídica e estratégica; bem como a personificação de pretensas lideranças, são causas da pouca relevância do partido atualmente, que há um ano atrás tinha mais dinâmica e prospecção na vida política da cidade”, afirma Neves.
Neves não vê viabilidade em muitas das propostas de Xaides, destacando-se a criação de uma aldeia urbana no Jardim Guadalajara, entre a Raizen e horto florestal. “É um projeto obscuro no qual descendentes de índios, já integrados na sociedade, criariam uma aldeia em uma área industrial. Isso é criar mais uma demanda forçada, pois ali não há conjuntura de involução à caça, à fonte de água natural, à flora ou à fauna para caça. Então supõe se tratar de um conjunto habitacional para descendentes de índios, sendo algo factível de organização privada, como uma associação por exemplo. Ainda que se tratasse de um centro de tradições indígenas ou uma associação, isso não ensejaria a necessidade de demarcação de área. Me parece mais um pró forma de marketing em cima dos índios, até porque essa ideia se arrasta já a algum tempo sem clara definição de contorno ou projeto”, afirma Neves. Na mesma linha da crítica às propostas de Xaides, destaca-se a questão da outorga onerosa, pois sem onerar o governo Gazetta não conseguiu implementar o “destravamento” no entorno das Nações Norte, que dirá onerando ou criando mecanismos de balizamento.
O anacronismo não se limita ao campo municipal, mas também à forma de delegação de poder dentro do partido. Há 4 meses antes das eleições de 2024, Xaides conseguiu sua candidatura, filiou sua vice, e teve a presidência do partido até Janeiro, quando a partir daí a Comissão Provisória do PDT Bauru segue vencida até o corrente mês de Junho de 2025.







Deixe um comentário