Enquanto a crise humanitária em Gaza atinge níveis dramáticos, os Estados Unidos decidiram gastar cerca de US$ 100 mil para destruir, por incineração, alimentos que poderiam abastecer milhares de crianças palestinas por uma semana. A informação foi divulgada nesta semana pela agência AFP e repercutida pelo jornal Folha de S.Paulo.
Os alimentos, segundo autoridades americanas, foram destinados inicialmente a ajuda humanitária em Gaza, mas acabaram retidos e, alegadamente, considerados impróprios para distribuição após meses armazenados. A opção pela incineração — procedimento que envolve altos custos logísticos — gerou críticas internacionais e levantou questionamentos sobre as prioridades humanitárias dos Estados Unidos.
Organizações civis que atuam na Faixa de Gaza afirmam que o valor gasto na destruição dos alimentos seria suficiente para alimentar dezenas de milhares de crianças por uma semana, diante do desabastecimento generalizado, da crise sanitária e da insegurança alimentar que afetam a região desde o início do bloqueio intensificado em 2024.
O ato simbólico de incinerar comida em meio à fome tem sido visto como mais um episódio da crise moral que envolve as potências ocidentais em relação ao conflito. Grupos de direitos humanos apontam que a medida reforça o descaso com as vítimas civis.
A Casa Branca ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.







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