Bauru vive um dos períodos mais quentes dos últimos anos e o impacto é sentido diretamente nas ruas. Com baixa cobertura arbórea em diversos bairros, a cidade apresenta um déficit crescente de sombra e áreas verdes, cenário que agrava a sensação térmica e gera preocupação entre especialistas e moradores.
Segundo levantamentos de ambientais locais, Bauru possui regiões com cobertura vegetal muito abaixo do recomendado para áreas urbanas. A falta de arborização intensifica o calor, aumenta o consumo de energia elétrica e reduz o conforto térmico para quem precisa circular a pé ou de transporte público.
Apesar desse panorama, parte da população critica a prioridade dada pela administração municipal ao tema da taxa do lixo, proposta que tem dominado a pauta política do governo Suéllen Rosim. Para moradores, enquanto o debate sobre a nova cobrança avança, políticas de arborização e ampliação de áreas verdes seguem com pouca visibilidade.
Urbanistas reforçam que o plantio de árvores não é apenas uma questão estética, mas de saúde pública. Cidades com pouca vegetação tendem a registrar mais ilhas de calor, maior incidência de problemas respiratórios e menor qualidade do ar.
Organizações ambientais locais defendem que Bauru deveria acelerar programas de reflorestamento urbano, investir em mudas adequadas para calçadas e ampliar iniciativas de educação ambiental. Para muitos bauruenses, a sensação é de que o combate ao calor e a recuperação do verde urbano não têm recebido a mesma atenção que outras propostas da atual administração.
Enquanto o debate sobre a taxa do lixo continua, a população segue convivendo com temperaturas elevadas e escassez de sombra — problemas que poderiam ser amenizados com um plano robusto e permanente de arborização.








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