A disputa pelo Governo do Rio Grande do Sul sofreu movimentações importantes entre setembro e novembro de 2025. Segundo levantamento do Instituto Methodus, divulgado nesta semana, a candidata do PDT, Juliana Brizola, teve a maior oscilação negativa entre os principais nomes avaliados, passando de 18,7% para 15,6% no período — uma queda de 3,1 pontos percentuais.
O movimento contrasta com o desempenho do candidato do PT, Edegar Pretto, que ampliou sua vantagem. Pretto saiu de 19,2% em setembro para 20,3% em novembro, consolidando-se como o primeiro colocado e única candidatura que apresentou crescimento no levantamento.
📉 Brizola e Zucco perdem espaço
Além de Brizola, outro nome que registrou queda expressiva foi Luciano Zucco (PL), que também partia de 18,7% e agora aparece com 14,5%, perdendo 4,2 pontos dentro da mesma janela.
A queda simultânea de Brizola e Zucco sugere redistribuição do eleitorado entre os nomes mais competitivos ou retração entre eleitores indecisos, considerando que o período analisado antecede a oficialização das candidaturas e a fase de maior exposição midiática.
📊 Gabriel Souza mantém desempenho estável
O candidato do MDB, Gabriel Souza, manteve-se praticamente estável no ranking. Em setembro, registrava 5,8%, variando para 5,7% em novembro — oscilação considerada dentro da margem de erro e sem impacto relevante na posição geral.
🔎 O que explica a oscilação?
A queda de Brizola ocorre em momento em que o PDT debate alianças regionais e a estratégia eleitoral para 2026. Analistas políticos apontam que a consolidação de Pretto junto ao eleitorado mais progressista e a competitividade de Zucco no campo conservador podem ter pressionado a margem de Brizola.
Além disso, o desempenho de candidaturas femininas no RS historicamente oscila ao longo do processo eleitoral, variando com a intensidade de exposição e estrutura de campanha — fatores que ainda não estão plenamente ativados no início de 2025.
📈 Pretto entra em 2026 com vantagem
Com tendência positiva desde setembro, Pretto é hoje o único nome em ascensão no levantamento. O candidato aparece com 20,3%, abrindo vantagem sobre os adversários e reforçando o peso eleitoral do PT no estado após as últimas eleições municipais.
O novo cenário coloca o petista como ponto de equilíbrio da corrida, enquanto as demais campanhas buscarão reverter perdas e recuperar visibilidade nos próximos meses.








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