Será que o crescimento do islamismo é realmente o problema da Europa?

Há um imenso alarmismo por detrás do crescimento do islamismo na Europa. Existe um “receio” coletivo de que o crescimento dos muçulmanos no “velho continente” pode fazer com que liberdades individuais sejam perdidas no longo prazo. Porém, será que isso é uma verdade?

Primeiramente, precisamos entender que o islamismo já está na Europa desde a Idade Média: a Albânia e a Bósnia são hoje dois países europeus, com população majoritariamente muçulmana há mais de quinhentos anos. Então, o problema não está no islamismo, com certeza, pois ambos os países são bastante pacíficos e estão perfeitamente alinhados a cultura e costumes europeus.

O problema que ocorre na Europa hoje, está no fato do “velho continente” ter recebido uma leva muito significativa de refugiados, vindos de países da África e da Ásia, de maioria muçulmana: Logo, o que está incomodando os europeus, não é a fé islâmica, mas sim a cultura destes povos, que possuem tradições e valores culturais muito distantes daqueles da sociedade europeia.

Mas por que a Europa precisa destes povos? A resposta é bem simples e direta: A Europa não precisa deles; porém, durante décadas, a política europeia de proteção aos direitos humanos teve um foco singular na concessão de refúgio aos povos que viviam em regiões de conflito. Por este motivo, a Europa recebeu levas significativas de afegãos, argelinos, líbios, sírios, dentre outros.

E o que fazer para reverter isso? Ainda há tempo, porém, é uma solução inconveniente para os europeus, pois isso obrigaria que as autoridades locais assumissem publicamente que a política de refúgio fracassou e se converteu em vários problemas sociais que outrora não existiam. Realizar essa afirmação publicamente, pode causar não apenas a revolta desta população de refugiados como ataque de setores de oposição, que podem enxergar tais declarações como racistas e preconceituosas.

Logo, por conta do discurso que tudo é racismo, tudo é preconceito, ficará a Europa à mercê da própria sorte, pois há grande resistência desta comunidade de adaptar-se, minimamente, aos costumes da sociedade europeia, pois o problema nunca foi a fé islâmica, o problema sempre foi respeitar as regras do país que lhes deram abrigo.

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