Um baile de hipocrisia está rondando os salões das universidades de todo o mundo: inúmeras pessoas “politicamente corretas” estão a condenar a intervenção militar de Donald Trump na Venezuela, ignorando a opinião da própria população venezuelana.
A infeliz esquerda acadêmica global, está a ponto de chamar o povo venezuelano de fascista, por ter comemorado a queda de Nicolás Maduro, pelo simples fato de que tal episódio vai contra a sua agenda de empobrecimento da América Latina, a largos passos, através das iniciativas do Foro de São Paulo.
Antes que pensem que este é um delírio meu, saibam meus nobres: o Foro de São Paulo existe (https://fpabramo.org.br/cooperacao-internacional/verbete/foro-de-sao-paulo/) e o objetivo desta organização regional, é criar uma ideologia socialista unificada para a América Latina, unificando a esquerda regional em torno de uma única bandeira ideológica forte.
A ideia do Socialismo para a América Latina ganha significativa força nos anos 2000, principalmente após o “sucesso” do regime bolivariano: em um primeiro momento, Hugo Chávez chega ao poder, tornando-se o primeiro regime regional alinhado à ideologia do Foro de São Paulo. Na sequência, outros regimes surgem, como o de Evo Morales na Bolívia. No Brasil, embora Lula não tenha conseguido romper com a ordem constitucional vigente e implantar um regime conforme a sua orientação ideológica, elegeu-se presidente e também era alinhado a ideologia do Foro de São Paulo.
Com a queda de Maduro e a guinada da América do Sul para a direita, Lula fica isolado na região e, com isso, é inegável o enfraquecimento do Foro de São Paulo. Por este motivo, o desespero é gigantesco, a ponto de ignorarem a opinião do povo venezuelano, para defender a liberdade de Maduro.
Maduro era para a esquerda do Foro de São Paulo, um farol de esperança para o grande plano deles. O modelo de socialismo de Maduro seria replicado por toda a América Latina, porém quem poderia defendê-lo abandonou o barco, provando que os BRICS não possuem qualquer sinergia entre si, ao contrário do que se imaginava inicialmente. Agora, a esquerda acadêmica global está em prantos, pois tal evento fugiu do script que haviam programado.







Deixe um comentário