A mídia tem veiculado, de maneira bastante exaustiva, matérias demonstrando os “super salários” da magistratura brasileira. Estes dias, tomamos conhecimento que um desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) recebe um soldo mensal que excede a oito vezes o teto constitucional (https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2026/02/23/desembargador-maior-remuneracao-judiciarios-pais-janeiro.ghtml). Isto é inadimissível!
O Brasil, há muito tempo, tem sido um país de “dois pesos e duas medidas”, aonde uma elite vive com um padrão de vida que seria invejável até para uma pessoa da elite europeia e, na outra ponta, pessoas vivendo em situação abaixo da linha da pobreza, em um país rico e próspero, que figura entre as vinte maiores economias do mundo.
A desigualdade social do Brasil é a raiz de diversos males sociais e econômicos, mas a nossa elite econômica, especialmente os burocratas, ignoram esta realidade facilmente perceptível para qualquer brasileiro que tem um mínimo de consciência social.
O Brasil precisa exigir, através de mecanismos legais, o ressarcimento de salários recebidos acima do teto constitucional, desde a vigência da Constituição de 1988, sob pena de eventual responsabilização criminal daqueles que auferiram, indevidamente, os referidos valores.
Este valor recuperado, com certeza, seria crucial para a melhoria da qualidade de vida de todos os brasileiros, pois facilmente se reverteria em investimentos na saúde, segurança pública e educação. O Brasil precisa se unir por esta causa, pois a grande massa não pode sofrer injustamente, enquanto meia dúzia vive como se fossem integrantes da nobreza britânica.






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