A democracia morrerá por conta do crime organizado: E isso já era previsível.

Aqui no Fanfulla, denunciamos por diversas vezes, a falência das instituições brasileiras e agora parece que chegamos ao “ponto máximo” desta deterioração: os EUA classificaram o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

Embora os setores ligados ao governo repudiem com veemência tal classificação, não podemos nos olvidar que estas facções já possuem atuação internacional e é justamente por isso, que os EUA se tornaram legítimos para realizar tal classificação, uma vez que afeta diretamente os interesses de Estado da política externa estadunidense.

Quer queira ou não, o Brasil tem se quedado inerte em combater o crime organizado: projetos de lei que visam enrijecer o combate ao crime organizado, acabam sendo significativamente alterados, de maneira quase proposital, para manter a ineficácia deste combate, afinal, como já denunciado pela mídia, por diversas vezes, diversos integrantes da classe política e outros burocratas estatais, possuem vínculos com estas facções.

A complexidade da atuação das facções criminosas no Brasil é algo transcendental: estão não apenas no tráfico de entorpecentes, mas na lavagem de dinheiro e até mesmo no mercado de capitais. Definitivamente, o Brasil não possui mais capacidade, inclusive logística, para combater o crime organizado, ao ponto que atualmente se encontra.

Com esta nova posição do governo dos EUA, entra em cena a CIA, no combate ao crime organizado brasileiro e, por consequências, outras medidas podem ser tomadas, como o uso da Lei Magnitsky, sanções econômicas contra o país e, num cenário mais improvável (mas não impossível), uma intervenção militar no Brasil.

Honestamente, duvidamos que o que aconteceu na Venezuela possa se repetir no Brasil, pois uma invasão militar no Brasil seria muito mais complexa que a ocorrida na Venezuela, mas a imposição de sanções econômicas não está descartada, ao contrário, a referida possibilidade é extremamente factível, principalmente se considerarmos os efeitos imediatos da Lei Magnitsy.

Por outro lado, ainda que os EUA não façam absolutamente nada além do que foi feito, o Brasil agora carrega um forte estigma de possuir organizações terroristas em seu território, o que pode afugentar investimentos provenientes dos EUA e de outros países ocidentais, além de dificultar a extradição de criminosos brasileiros que buscaram refúgio no exterior, pois as condenações criminais brasileiras tornam-se altamente questionáveis, considerando o grau de influência que as facções possuem indiretamente nas instituições públicas.

Mas, esta foi uma escolha dos governantes brasileiros: uma democracia alicerçada em interesses individuais da classe política, em detrimento do povo, não tem como ser levada a sério. Agora, estamos mais próximos de 1964 do que de 2027.

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