O Brasil vive uma situação alarmante: houve um desmantelamento do Estado brasileiro e de sua soberania nas últimas décadas. Este desmantelamento ocorreu de maneira silenciosa, porém contínua.
As facções criminosas que surgiram ao longo das décadas de 1980/1990, ganharam força significativa, conquistando territórios e conseguindo infiltrados nas estruturas de poder da República: o crime não era mais condutas que violavam os artigos da lei penal, ele era algo muito além disso, agora ele era estruturado, onipresente e até mesmo onisciente.
A corrupção dos mandatários brasileiros pavimentou o caminho para as organizações criminosas e hoje, até mesmo os direitos fundamentais básicos de significativa parcela dos brasileiros foram tolhidos pelo crime organizado. Milhares de brasileiros são postos para fora de suas casas, são punidos sem o devido processo legal, são torturados, além de diversas outras atrocidades, em áreas que são controladas pelo crime organizado.
E o que o governo brasileiro fez contra isso? Absolutamente nada. A inércia das autoridades brasileiras é proposital e isto está evidente, principalmente após o presidente estadunidense Donald Trump considerar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Trump possui total legitimidade em classificar estas organizações como terroristas, de acordo com a legislação americana: estas organizações já atuam nos EUA e é seu dever, combatê-las em território estadunidense de maneira rígida, que somente a classificação como organizações terroristas permite.
Não somente nos EUA, mas em outros países, como Argentina, Paraguai, Bolívia, Portugal, dentre outros, já se noticia atuação ativa destas facções criminosas brasileiras, sendo inevitável uma tendência global de reconhecê-las como terroristas: além dos EUA, a Argentina e o Paraguai também adotaram medidas semelhantes.
Por outro lado, as autoridades brasileiras têm se incomodado além do que deveria: estão agindo como se tivessem que defender o indefensável, não se justificando essa postura. Agora surge a questão: O Brasil é realmente soberano? A quem pertence a soberania? Ao povo ou ao crime organizado. O Estado brasileiro vai passar os interesses do povo para trás? São vários questionamentos sem uma resposta plausível, apenas respostas absurdas, contraditórias, que fazem com que a gente creia que toda a história da redemocratização, vivida de 1988 até os dias atuais, pareça uma grande farsa.







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