“Feminismo Fake”: Entenda como a pauta feminista da direita é uma farsa.

Historicamente, o feminismo sempre foi um movimento social alinhado à esquerda política. Grandes nomes como Simone Beauvoir, Frida Kahlo, Rosa Luxemburgo e Berta Lutz, por exemplo, sempre estiveram vinculadas à esquerda política de seu tempo, mesmo que de maneira velada. E o por que disso? Porque o feminismo (verdadeiro) é essencialmente de esquerda.

Historicamente, a direita NUNCA defendeu a igualdade de gênero, o direito ao voto feminino e tantas outras pautas que resultaram em importantes conquistas para as mulheres no século XX, que demonstram, com clareza, que o feminismo é um movimento essencialmente de esquerda.

Contudo, a direita percebeu algo importante: a maior parte da população dos países ocidentais é composta de mulheres, como por exemplo, o Brasil, onde as mulheres representam 51,5% da população nacional (https://educa.ibge.gov.br/jovens/conheca-o-brasil/populacao/18320-quantidade-de-homens-e-mulheres.html).

Se a maior parte da população são as mulheres, a maior parcela do eleitorado também é composta por mulheres, conforme dados do próprio Tribunal Superior Eleitoral (https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2024/Julho/seis-em-cada-dez-municipios-tem-a-maioria-do-eleitorado-feminina). Estes dados demonstram, com clareza, o porquê do interesse da direita política com o eleitorado feminino, que há algumas décadas atrás era praticamente inexistente.

A direita nunca se importou com feminismo, mas sempre se importou com votos, principalmente o PL, como já mostramos anteriormente neste periódico (https://fanfula.com.br/2026/04/09/sim-o-pl-governa-o-brasil-desde-2003/). Desta forma, uma simples olhada nas propostas que os deputados do PL e de outros partidos da direita têm feito em prol da defesa das mulheres, em nosso país, são soluções paliativas, que até agradam um eleitorado eufórico, mas resolvem muito pouco (ou praticamente nada) os problemas vividos pela mulher brasileira.

Ao contrário, esta mesma ala tem interesse em dividir as mulheres, criar atritos entre mulheres cis e trans, mulheres de esquerda e de direita, mulheres cristãs e não cristãs, justamente com um propósito muito claro: dividir para conquistar. A ideia não é promover o direito das mulheres, mas enfraquecer o movimento feminista, tornando-o irrelevante, e transformando o eleitorado feminino, que é bastante volumoso, em uma excelente massa de manobra para o jogo de poder das oligarquias que governam este país há muito tempo.

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